"A função da arte/1
Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar.Viajaram para o Sul.Ele, o mar, estava do outro lado das duanas altas, esperando.Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto seu fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente consegui falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai:- Me ajuda a olhar!" (Eduardo Galeano - Livro dos Abraços)
Tu és o pai
eu, o filho
Levaste-me a descoberta do desconhecido, o amor
Mas não pude a todo o amor sozinha contemplar
Por esta razão, precisei de ti
Para me ajudar
Ajuda-me nesta tarefa?
Pergunta-me que tarefa?
A imensa tarefa de te amar!
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Carne e Osso - Zélia Duncan (Composição: Moska e Zélia Duncan)
Alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom
Não ser divina
Me cobrir de humanidade
Me fascina
E me aproxima do céu...
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre
E espera
O direito ainda
Que profano
Pro mundo ser
Sempre mais humano...
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não serCarne e Osso!...
Alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom
Não ser divina
Me cobrir de humanidade
Me fascina
E me aproxima do céu...
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre
E espera
O direito ainda
Que profano
Pro mundo ser
Sempre mais humano...
Pois perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não ser
Carne e Osso!
Nã nã nã nã nã nã nã...
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não ser
Carne e Osso!
Carne e Osso!
Carne e Osso!
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom
Não ser divina
Me cobrir de humanidade
Me fascina
E me aproxima do céu...
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre
E espera
O direito ainda
Que profano
Pro mundo ser
Sempre mais humano...
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não serCarne e Osso!...
Alegria do pecado
Às vezes toma conta de mim
E é tão bom
Não ser divina
Me cobrir de humanidade
Me fascina
E me aproxima do céu...
E eu gosto
De estar na terra
Cada vez mais
Minha boca se abre
E espera
O direito ainda
Que profano
Pro mundo ser
Sempre mais humano...
Pois perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não ser
Carne e Osso!
Nã nã nã nã nã nã nã...
Perfeição demais
Me agita os instintos
Quem se diz muito perfeito
Na certa encontrou um jeito
Insosso!
Prá não ser de carne e osso
Prá não ser
Carne e Osso!
Carne e Osso!
Carne e Osso!
domingo, 7 de outubro de 2007
Metamorfose Ambulante (Raul Seixas)
"Ah Ah Ah!Ah Ah Ah!Ah Ah Ah!...
Prefiro serEssa metamorfose ambulante
Eu prefiro serEssa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor!
Lhe tenho horror!
Lhe faço amor!
Eu sou um ator!...
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor!
Lhe tenho horror!
Lhe faço amor!
Eu sou um ator!...
Eu vou lhes dizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo..."
Prefiro serEssa metamorfose ambulante
Eu prefiro serEssa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Eu quero dizer
Agora o oposto
Do que eu disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor!
Lhe tenho horror!
Lhe faço amor!
Eu sou um ator!...
É chato chegar
A um objetivo num instante
Eu quero viver
Nessa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo...
Sobre o que é o amor
Sobre que eu
Nem sei quem sou
Se hoje eu sou estrela
Amanhã já se apagou
Se hoje eu te odeio
Amanhã lhe tenho amor
Lhe tenho amor!
Lhe tenho horror!
Lhe faço amor!
Eu sou um ator!...
Eu vou lhes dizer
Aquilo tudo que eu
Lhe disse antes
Eu prefiro ser
Essa metamorfose ambulante
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo
Do que ter aquela velha
Velha, velha, velha, velha
Opinião formada sobre tudo..."
quinta-feira, 4 de outubro de 2007
Mulher além de peitos e bunda
“Nem toda feiticeira é corcunda,
Nem toda brasileira é bunda...”
(Pagu, - Maria Rita)
O trecho de música acima destacado é uma crítica que tange a falsa idéia que toda mulher brasileira é um conjunto de bunda e peitos grandes. Há feiticeiras que não são corcundas e há brasileiras que não são bundas.
Os meios de comunicação nacional legitimam a falsa idéia, que o valor da mulher está em sua bela aparência física, através das propagandas comerciais, em que as “curvas” das mulheres são focalizadas para atrair a atenção do telespectador.
Já internacionalmente, a mulher brasileira é apresentada como beleza exótica, principalmente na divulgação do carnaval no exterior. Em geral, fora do Brasil, a imagem da brasileira é associada a sexo, prazer, inclusive prostituição!
Esse estigma a que a mulher está sujeita impede a percepção clara e real de suas potencialidades. A mulher, toda mulher, é dotada de inteligência, força, sensitividade e outros atributos infinitos. E essa mulher integral é ofuscada pelo culto aos peitos e bundas desejáveis que possui.
Isso não significa que as curvas da mulher, especialmente da brasileira, não sejam belas e atrativas. A questão é que a mulher, a mulher brasileira, não é somente curvas. Ela é bunda, pernas, peitos e também cérebro, pés e mãos. E há que ser vislumbrada, apreendida, desejada e tocada de modo íntegro, inteiro.
Se não fossem seus atributos físicos e cognitivos igualmente utilizados na educação dos filhos, na gestão de seus lares, na direção de instituições, que sociedade teríamos atualmente?
É necessário insistir que a mulher brasileira seja reconhecida por todas as suas qualidades. E não apenas por seus atributos físicos. Por que, embora toda mulher adore ser desejada, ser mulher é mais que ter “comissão de frente” e “ala das baianas” avantajados!
Gratificante será o dia em que a valoração do ser feminino seja, em via de regra, de modo a abranger todas as suas particularidades, inclusive aquelas menos explícitas.
Nem toda brasileira é bunda...”
(Pagu, - Maria Rita)
O trecho de música acima destacado é uma crítica que tange a falsa idéia que toda mulher brasileira é um conjunto de bunda e peitos grandes. Há feiticeiras que não são corcundas e há brasileiras que não são bundas.
Os meios de comunicação nacional legitimam a falsa idéia, que o valor da mulher está em sua bela aparência física, através das propagandas comerciais, em que as “curvas” das mulheres são focalizadas para atrair a atenção do telespectador.
Já internacionalmente, a mulher brasileira é apresentada como beleza exótica, principalmente na divulgação do carnaval no exterior. Em geral, fora do Brasil, a imagem da brasileira é associada a sexo, prazer, inclusive prostituição!
Esse estigma a que a mulher está sujeita impede a percepção clara e real de suas potencialidades. A mulher, toda mulher, é dotada de inteligência, força, sensitividade e outros atributos infinitos. E essa mulher integral é ofuscada pelo culto aos peitos e bundas desejáveis que possui.
Isso não significa que as curvas da mulher, especialmente da brasileira, não sejam belas e atrativas. A questão é que a mulher, a mulher brasileira, não é somente curvas. Ela é bunda, pernas, peitos e também cérebro, pés e mãos. E há que ser vislumbrada, apreendida, desejada e tocada de modo íntegro, inteiro.
Se não fossem seus atributos físicos e cognitivos igualmente utilizados na educação dos filhos, na gestão de seus lares, na direção de instituições, que sociedade teríamos atualmente?
É necessário insistir que a mulher brasileira seja reconhecida por todas as suas qualidades. E não apenas por seus atributos físicos. Por que, embora toda mulher adore ser desejada, ser mulher é mais que ter “comissão de frente” e “ala das baianas” avantajados!
Gratificante será o dia em que a valoração do ser feminino seja, em via de regra, de modo a abranger todas as suas particularidades, inclusive aquelas menos explícitas.
segunda-feira, 1 de outubro de 2007
Relatório de férias: a viagem sem fim
Tenho a sensação de viver a vida me testando a todo momento . Impondo-me limites e ultrapassando-os para ver até onde eu posso ir!
Às vezes me passa pela mente que sou cruel comigo mesma, porque não me poupo dos choques e conflitos. Nisso percebi o quanto sou corajosa. Confronto-me comigo mesma por dentro, e agora "por fora".
Acabo de chegar de uma viagem. Não saí do Rio de Janeiro, nem da comunidade onde fica a minha casa. Mas voltei de umas férias curtas se falarmos de tempo, mas extensas se o conteúdo for analisado.
Vi muitas paisagens novas, e me arrisquei a sair do "carro" e tocar e ser tocada pelos encantos dos lugares por onde passei. O que é novo me fascina. A trajetória da viagem foi riquíssima em novidades.
Me senti como num Mundo Novo! Pessoas e hábitos novos me deslumbraram. Sem referencial, mal pude fazer juízo de valores ou analisar criticamente o que se passava, enquanto acontecia. As coisas apenas aconteciam.
Algo que me chamou a atenção foi o fato de toda essa paisagem ter estado sobre meus pés e sob a ponta do meu nariz e eu não tê-la visto. Sempre esteve aqui, mas não enxergava. Me fechei para o mundo, meu mundo, lugar onde eu nasci, cultura que circundou minha cultura particular.
Fiz a viagem sim. Me arrisquei sim. Saí do casulo, saí da caverna, saí da toca! Fui lá fora, aqui fora, e toquei o mundo... e abri minhas veias e artérias para serem tocadas. E foi bom! Recompensador!
Sou normal, fui normal, somente mais uma entre as diversas meninas da favela, de mini-saia, que freqüentam baile funk e rebolam até chão. Que saem com meninos, beijam na boca e até transam! Fui e fiz, bebi, amanheci na rua. Vaguei sem rumo com rumo certo: lugar algum.
Foram alguns meses: seis meses, um semestre! Aprendi muito mais que durante anos da minha vida que estive debruçada sobre os livros ou em que estive refugiada nas muralhas seguras da igreja cristã. Ou ainda, aprendi mais da realidade nua, dura e crua fora do limites protetores do meu lar e longe dos abraços calorosos de minha mãe. E a falta que esse último me vez é a única coisa que me faz lamentar. Mas foi um sofrimento válido, criativo e resignificativo para minha vida, minha relação com o mundo, com minha família, meus irmãos em Cristo, meus amigos e meu Deus-Pai.
Uma viagem sem volta, possa afirmar. Jamais voltarei para o ponto de partida. Mas também não puderia me instalar definitivamente nesse mundo que não é o meu de fato. Nâo me adiantaria muito tentar ser quem não sou.
Durante essas férias pude ver quem não sou. Nâo sou normal, não sou comum. Não sou uma menina da favela que usa mini-saia beija, transa e rebola até o chão. Não sou apenas isso. Sou mais, muito, muito... muito mais.
Sou esse texto, sou essa reflexão, sou essa música que ouço agora na voz de Zizi Posse "Haja o que houver". Sou a batida do pancadão do funk e também o soar da bateria da Mangueira. E confesso, sambo muiito bem, obrigada!! (risos) Sou mini-saia também e beijo na boca e desejo sexual - libido! Mas não apenas isso. Sou uma alma que irradia luz e vida por onde passa. Se você acredita em Deus, saiba que sou uma pontinha do céu aqui na terra ou um anjo, como quiser. Sou paixão pela vida, pela experiência suprema de viver. Sou...
Quando fiz as malas para viajar não sabia quanto tempo estaria fora. As coisas aconteceram com certa autonomia e reconheço que tive pouco controle sobre fatos e a ordem em que se sucederam. Fui, apenas isso.
E quando menos esperava, a viagem foi chegando ao fim. Como disse, não voltei ao ponto de partida. Desci numa outra estação, mudei o transporte, estava de carro e retornei ao trem - natural em viagens! - e minha bagagem não é mais a mesma. Tem coisas que ficaram que jamais irei rever ou reviver. Também tem coisas novas, que prosseguirão comigo, apenas não sei por quanto tempo!
Meu caráter e alguns valores permaneceram intocados. Depois dessa viagem me sinto mais disposta a carregar essa nova bagagem pela estrada de minha maravilhosa vida. Sei que embora a viagem tenha acabado, ela nunca terá fim. Sei também que não irei me poupar de novas "aventuras", quer ameancem novamente minha integridade física, emocional e espiritual, por que não!?
Sou aventureira nata! Uma curiosa irrecuperável! Um sedenta pelos porquês dos porquês!
Mas pode deixar, que também na próxima aventura meu blogg tratará de deixar exposto para os interessados. Afinal, melhor do que fazer algo legal e fazer e contar para alguém, né!!
Fui...
Às vezes me passa pela mente que sou cruel comigo mesma, porque não me poupo dos choques e conflitos. Nisso percebi o quanto sou corajosa. Confronto-me comigo mesma por dentro, e agora "por fora".
Acabo de chegar de uma viagem. Não saí do Rio de Janeiro, nem da comunidade onde fica a minha casa. Mas voltei de umas férias curtas se falarmos de tempo, mas extensas se o conteúdo for analisado.
Vi muitas paisagens novas, e me arrisquei a sair do "carro" e tocar e ser tocada pelos encantos dos lugares por onde passei. O que é novo me fascina. A trajetória da viagem foi riquíssima em novidades.
Me senti como num Mundo Novo! Pessoas e hábitos novos me deslumbraram. Sem referencial, mal pude fazer juízo de valores ou analisar criticamente o que se passava, enquanto acontecia. As coisas apenas aconteciam.
Algo que me chamou a atenção foi o fato de toda essa paisagem ter estado sobre meus pés e sob a ponta do meu nariz e eu não tê-la visto. Sempre esteve aqui, mas não enxergava. Me fechei para o mundo, meu mundo, lugar onde eu nasci, cultura que circundou minha cultura particular.
Fiz a viagem sim. Me arrisquei sim. Saí do casulo, saí da caverna, saí da toca! Fui lá fora, aqui fora, e toquei o mundo... e abri minhas veias e artérias para serem tocadas. E foi bom! Recompensador!
Sou normal, fui normal, somente mais uma entre as diversas meninas da favela, de mini-saia, que freqüentam baile funk e rebolam até chão. Que saem com meninos, beijam na boca e até transam! Fui e fiz, bebi, amanheci na rua. Vaguei sem rumo com rumo certo: lugar algum.
Foram alguns meses: seis meses, um semestre! Aprendi muito mais que durante anos da minha vida que estive debruçada sobre os livros ou em que estive refugiada nas muralhas seguras da igreja cristã. Ou ainda, aprendi mais da realidade nua, dura e crua fora do limites protetores do meu lar e longe dos abraços calorosos de minha mãe. E a falta que esse último me vez é a única coisa que me faz lamentar. Mas foi um sofrimento válido, criativo e resignificativo para minha vida, minha relação com o mundo, com minha família, meus irmãos em Cristo, meus amigos e meu Deus-Pai.
Uma viagem sem volta, possa afirmar. Jamais voltarei para o ponto de partida. Mas também não puderia me instalar definitivamente nesse mundo que não é o meu de fato. Nâo me adiantaria muito tentar ser quem não sou.
Durante essas férias pude ver quem não sou. Nâo sou normal, não sou comum. Não sou uma menina da favela que usa mini-saia beija, transa e rebola até o chão. Não sou apenas isso. Sou mais, muito, muito... muito mais.
Sou esse texto, sou essa reflexão, sou essa música que ouço agora na voz de Zizi Posse "Haja o que houver". Sou a batida do pancadão do funk e também o soar da bateria da Mangueira. E confesso, sambo muiito bem, obrigada!! (risos) Sou mini-saia também e beijo na boca e desejo sexual - libido! Mas não apenas isso. Sou uma alma que irradia luz e vida por onde passa. Se você acredita em Deus, saiba que sou uma pontinha do céu aqui na terra ou um anjo, como quiser. Sou paixão pela vida, pela experiência suprema de viver. Sou...
Quando fiz as malas para viajar não sabia quanto tempo estaria fora. As coisas aconteceram com certa autonomia e reconheço que tive pouco controle sobre fatos e a ordem em que se sucederam. Fui, apenas isso.
E quando menos esperava, a viagem foi chegando ao fim. Como disse, não voltei ao ponto de partida. Desci numa outra estação, mudei o transporte, estava de carro e retornei ao trem - natural em viagens! - e minha bagagem não é mais a mesma. Tem coisas que ficaram que jamais irei rever ou reviver. Também tem coisas novas, que prosseguirão comigo, apenas não sei por quanto tempo!
Meu caráter e alguns valores permaneceram intocados. Depois dessa viagem me sinto mais disposta a carregar essa nova bagagem pela estrada de minha maravilhosa vida. Sei que embora a viagem tenha acabado, ela nunca terá fim. Sei também que não irei me poupar de novas "aventuras", quer ameancem novamente minha integridade física, emocional e espiritual, por que não!?
Sou aventureira nata! Uma curiosa irrecuperável! Um sedenta pelos porquês dos porquês!
Mas pode deixar, que também na próxima aventura meu blogg tratará de deixar exposto para os interessados. Afinal, melhor do que fazer algo legal e fazer e contar para alguém, né!!
Fui...
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Idealização do amor -->>> 10 de janeiro, 2007
Quero um amor
Amor com quem possa compartilhar as incoerências da vida.
Alguém com quem se possa divagar em reflexões acerca da vida. E que seja companhia para o futuro.
Com quem jamais falte assunto e que qualquer assunto seja pretexto para o diálogo e a aproximação.
Amor que saiba rir, que faça rir e que saiba rir de si.
Que as horas passem despercebidas quando se está perto.
E que quando longe o que mais se deseje é novamente junto ficar.
Amor que seja companheiro na descoberta e redescoberta do mundo.
Alguém com quem se possa se espantar diante do óbvio.
Um amor amigo, amante e irmão.
Amor sem métrica, rima ou coesão... Amor sem limites, amor novo, mesmo que seja imitação.
Um amor presente, paciente, persistente
Amor de ontem, para hoje, desde sempre
Amor leal no coração
Sincero, verdadeiro que não tema repreensão
Quero um amor, este é o prefácio
que seja assim o começo mas que melhore a cada passo
Amor espontâneo em que quem fala é o coração
e quem ouve é a alma
Amor assim quero encontrar
Para os quais o silêncio seja canção
E este mesmo amor poder humilde dedicar
a um coração que esteja aberto e pronto para
ser-amar.
Amor com quem possa compartilhar as incoerências da vida.
Alguém com quem se possa divagar em reflexões acerca da vida. E que seja companhia para o futuro.
Com quem jamais falte assunto e que qualquer assunto seja pretexto para o diálogo e a aproximação.
Amor que saiba rir, que faça rir e que saiba rir de si.
Que as horas passem despercebidas quando se está perto.
E que quando longe o que mais se deseje é novamente junto ficar.
Amor que seja companheiro na descoberta e redescoberta do mundo.
Alguém com quem se possa se espantar diante do óbvio.
Um amor amigo, amante e irmão.
Amor sem métrica, rima ou coesão... Amor sem limites, amor novo, mesmo que seja imitação.
Um amor presente, paciente, persistente
Amor de ontem, para hoje, desde sempre
Amor leal no coração
Sincero, verdadeiro que não tema repreensão
Quero um amor, este é o prefácio
que seja assim o começo mas que melhore a cada passo
Amor espontâneo em que quem fala é o coração
e quem ouve é a alma
Amor assim quero encontrar
Para os quais o silêncio seja canção
E este mesmo amor poder humilde dedicar
a um coração que esteja aberto e pronto para
ser-amar.
domingo, 5 de agosto de 2007
Passando por aqui...
Passando por aqui
tento viver tranqüila
levar a vida tranqüila
ser light
estou tentando não buscar respostas para tudo
e deixar a vida me levar
e levar a vida para onde eu quiser
Passando por aqui
quero viver o máximo do prazer que eu quiser
e me permitir ser hedonista, consumista e materialista se assim eu desejar
Também por aqui passando
quero ainda o silêncio
o simples
o frívolo
o casual
o rotineiro
Estou renegando as teorias elaboradas
e as explicações dos eruditos
quero a sabedoria laica
que vem da "achologia" popular
quero o vocabulário do cotidiano
sem expressões rebuscadas
quero ter a simplicidade de viver
sem pretensões opressoras
quero a liberdade de ser
passando por aqui.
Quero o amor por acaso
quero descuidar e me apaixonar sem perceber
e aceitar o sofrimento e a dor que por isso vir
Quero também o assombro inocente diante do novo
e o choro por aquilo que não posso entender
quero o sorriso sincero
e a lágrima que rolar
Quero me ver amada por quem menos esperava ser
e perceber que amo apesar de...
Passando por aqui
espero viver
sem ninguém desprezar
mas fazer o que tiver que fazer
sem com os outros me preocupar
E viver essa vida em puro lazer
lazer de viver a vida tranqüila
por não saber como viver
e nem por isso desistir
de tentar...
05/08/2007
tento viver tranqüila
levar a vida tranqüila
ser light
estou tentando não buscar respostas para tudo
e deixar a vida me levar
e levar a vida para onde eu quiser
Passando por aqui
quero viver o máximo do prazer que eu quiser
e me permitir ser hedonista, consumista e materialista se assim eu desejar
Também por aqui passando
quero ainda o silêncio
o simples
o frívolo
o casual
o rotineiro
Estou renegando as teorias elaboradas
e as explicações dos eruditos
quero a sabedoria laica
que vem da "achologia" popular
quero o vocabulário do cotidiano
sem expressões rebuscadas
quero ter a simplicidade de viver
sem pretensões opressoras
quero a liberdade de ser
passando por aqui.
Quero o amor por acaso
quero descuidar e me apaixonar sem perceber
e aceitar o sofrimento e a dor que por isso vir
Quero também o assombro inocente diante do novo
e o choro por aquilo que não posso entender
quero o sorriso sincero
e a lágrima que rolar
Quero me ver amada por quem menos esperava ser
e perceber que amo apesar de...
Passando por aqui
espero viver
sem ninguém desprezar
mas fazer o que tiver que fazer
sem com os outros me preocupar
E viver essa vida em puro lazer
lazer de viver a vida tranqüila
por não saber como viver
e nem por isso desistir
de tentar...
05/08/2007
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