sábado, 14 de setembro de 2013

'Era uma vez uma mocinha, que quando bem jovem sofreu uma maldição: ter um guardião de proteção. Que a protegia de tudo e de todos. E mantinha a salvo numa alta colina.
Às vezes ela fugia e fazia amizades. Mas logo que seu guardião descobria, a perseguia. Destruía tudo que fosse verdade. O motivo ela não sabia. Se inquietava com tanta voracidade. Pedia a sua estrela guia para acabar com sua infelicidade.'

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Reflexão: e se você estiver bem solteira? E daí que o ex-namorado está namorando? Sorte a dele. Parabéns pra ele. Quer chorar filha? Chora. Quer ficar sem comer? Emagreça.

Mas coloque a cabeça no lugar e olhe o horizonte e o mundo a sua volta. Preste atenção em quem você é. Com humildade, veja aquilo que você é capaz por você e pelas pessoas ao redor.

Aceite, aceite, aceite.

Se não chegou a hora das fotos com língua pra fora, dos torpedos de madrugada, da amizade leal de todas as horas. Aproveita! Seja feliz no hoje, seja feliz agora. Essa é a sua vocação.

Se você não souber ser feliz sozinha, não será acompanhada que vai aprender. É provável que o desastre seja ainda maior.

Às vezes é o outro que ainda não está pronto para a felicidade plena que é você. Talvez, como uva, ele ainda precise ser bastante pisado, deixado no escuro, para então se tornar um bom vinho ao paladar feminino.

Aceite suas limitações. Aceite as limitações do outro. Dê tempo ao tempo. A vida é uma escola. Aprenda. Se valorize. Se ame. Valorize quem está a sua volta. Semeie alegria e colha felicidade.

Sorria. Seja feliz! 

by eu mesma
"Eu te ofereci a luz. Mas você preferiu as sombras. Isso também é vaidade..." (Heresias III)

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Ouvindo música, bem suave, ela respirava. Ouvia a música e esperava que assim a tensão sairia de seu corpo. Estava tensa, com medo. Suas emoções como sempre borbulhavam nela. Vivia com muita intensidade cada minuto de sua existência. Cada situação que a circundava. Essa intensidade já a cansava. Não havia porque tanta força. Nem precisaria fazer força para respirar.
Ela queria realmente aprender a se desapegar. A permitir simplesmente o fluir do oxigênio para dentro de si. Sem sentir medo, sem se sentir invadida. Não queria se proteger, nem mais se assustar. Conforme ouvia a música ela se acalmava. Respirava, evitava pensar, evitava tentar ser. Ser, simplesmente. Sem tentar ser nem isso ou aquilo. Nem boa ou má. Queria se descobrir ela própria meio que por intuição, e não por tentativa. Queria se encontrar nua diante de si, diante de outros e de todos. Queria abrir mão dos medos e receios. Queria abrir mão das máscaras. Queria deixar de desejar qualquer coisa também.

Naquele momento permitia se acalmar, permitia-se estar. Sem euforia, sem mágica, medo, dor ou magia. Ela simplesmente ela.

As emoções doíam-lhe o corpo. As emoções eram fortes. Já não queria lutar ou esconder. Então convidou o medo, a tensão, a ansiedade para sentarem-se ao lado dela. Olhou-nos no fundo dos olhos. E sorriu. Fez amizade. Acariciou. Abraçou. Acolheu. O que viu na sua frente? O sorriso de volta, tímido, mas com brilho no olhar. As emoções estavam felizes. Tinham sido vistas, tinham sido notadas, e aceitas e amadas. As emoções podiam ser livres, e agora se quisessem até podiam ir embora. Mas simplesmente porque ela aceitou o que sentia.

Convidou o silêncio, se pôs a ouvi-lo. Com atenção. Respirou sem tensão.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gosto, gosto sim, gosto muito. Por isso é difícil encarar o ponto final. Sim está sendo duro. Está sendo muito ruim. O nó, o estômago. Tudo. Mas é essa a melhor solução. É o que tenho para hoje. Liberar do meu pensamento, do meu olfato, das minhas lembranças. Liberar de mim. Soltar. Permitir partir o que nunca chegou de verdade. Por que talvez precise ser trabalhado, precise ser lapidado. Talvez volte, volte o melhor. E também terá de mim o melhor. Sim preciso deixar ir, porque é o tempo que cura as feridas. Porque o tempo curará nossas feridas. Nos educará. Nos tornará melhores, mais humanos, mais livres do medo, das dores do passado. Dói imaginar você com outra pessoa. Pensar nisso causa muita angústia. Você. Obrigada. Porque isso só prova que eu já estou mais que apta a amar, e amar novamente. E quando pensar que ainda não, já foi amor.

Obrigada amor por fazer parte da minha vida. Da minha história. Por colorir, às vezes desbotar, tudo a minha volta. Trazendo em si um impulso de criação e recriação de conceitos, de verdades. Obrigada amor por expandir meus horizontes. Por me deixar com saudade. Por me torturar de dor, uma dor fina e aguda. Que doe na carna, nos ossos. Eu te amo. E vou te amar sempre.
Para que aquilo que é o melhor consiga entrar na sua vida, o que é bom, às vezes, precisará sair. Por que lutar para mudar alguém que não está pronto ou pronta para ser seu melhor? Deixe partir, com amor, com carinho, com cuidado. Sem revolta, sem rancor. Aceita. Aceita. Aceita. Agradeça pelos bons momentos, aprenda com os erros que foram inevitáveis. Erga os olhos e vislumbre o horizonte. É lá que o melhor te aguarda. Respire fundo. Creia, acredite, sinta. O melhor está vindo, e você indo em sua direção. Se deseja, abra os braços e o coração para aquilo que excede o entendimento. Não prenda, não sufoque. Deixe partir, por mais que doa. Por mais que incomode. Novas experiências virão. Novas vivências virão.

Viva o hoje com tudo que você tem em mãos. Aceite tudo que é bom. Tudo que é luz. Tudo que é paz e traga paz, aceite em sua vida, convide para seu coração. O conforto, a amizade, a compaixão, a paixão. Mesmo aquilo que você não entende. Ainda que você não compreenda. Procure não oferecer respostas pela vida. Deixe que a vida se encarregue de responder.. Ela falará por si. E o caminho se revelará no tempo certo. No momento certo.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Deus permita-me ser a mulher que sei que sou. Sem pena ou remorso. Com minha força, com minha vontade. Minha beleza e determinação. Sem ter que pedir desculpas às outras mulheres por ser assim. Sem precisar disfarçar. Sem ter que fingir fragilidade quando há força em mim. Mas também que eu possa e saiba usar a feminilidade que desde o ventre habita aqui. Que eu seja apenas eu-mulher. Nem Eva, Cleópatra ou Madalena. Mas aquela que brilha e ilumina na singularidade de seu ser. Na limitação de sua existência.