sexta-feira, 13 de maio de 2011
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Mundo antenado
Ouvi diversas vezes: cresça, torne-se adulta, deixe de lado os modos de meninas, já está na hora de se tornar uma mulher...
Tantos imperativos, muitas orientações, sugestões às vezes ridículas, hoje posso ver. Olhava de baixo o mundo, com os olhos voltados para o alto, buscava entender.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Ligo a televisão, propagandas simulam a vida, se propõem realidade. Eu assisto, vejo e me pergunto: o quanto daquilo somos nós? Já tive a vontade de viver nos comerciais de televisão.
Não naqueles que avisam dos males do tabagismo ou advertem quanto a acidentes de trânsito. Gostaria de viver nos comerciais de chinelos, refrigerantes, crédito financeiro. E, aos finais de semana, gostaria de passar os dias nos comerciais de cerveja. Tirar férias em comerciais de protetores solar e encontrar um cara legal nos comerciais de creme dental ou desodorantes.
Desligo a Tv.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Vou para a janela, assisto o mundo... Como ele é? O mundo está errado.
Desconheço tudo o que se passa a minha frente. Parece fantasia, um mundo de ilusões e mentiras. Saio e fecho a janela. Volto para a Tv, e assisto. Vejo a realidade. E por isso fico ali onde tenho contato com o que é real, verdadeiro.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Vida que se baseia naquilo que vejo, assisto. Em torno disso giram conversas e amigos.
Faço silêncio. Já não pergunto mais, não questiono. A realidade está na antena ali na sala. Absorta, participo de um mundo de comerciais, pessoas bonitas, sorridentes e felizes. Ninguém mais me adverte a crescer e a amadurecer. Muitos estão satisfeitos com minha apatia. Cresci, amadureci, tornei-me comum, e isso agrada a todos.
Tantos imperativos, muitas orientações, sugestões às vezes ridículas, hoje posso ver. Olhava de baixo o mundo, com os olhos voltados para o alto, buscava entender.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Ligo a televisão, propagandas simulam a vida, se propõem realidade. Eu assisto, vejo e me pergunto: o quanto daquilo somos nós? Já tive a vontade de viver nos comerciais de televisão.
Não naqueles que avisam dos males do tabagismo ou advertem quanto a acidentes de trânsito. Gostaria de viver nos comerciais de chinelos, refrigerantes, crédito financeiro. E, aos finais de semana, gostaria de passar os dias nos comerciais de cerveja. Tirar férias em comerciais de protetores solar e encontrar um cara legal nos comerciais de creme dental ou desodorantes.
Desligo a Tv.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Vou para a janela, assisto o mundo... Como ele é? O mundo está errado.
Desconheço tudo o que se passa a minha frente. Parece fantasia, um mundo de ilusões e mentiras. Saio e fecho a janela. Volto para a Tv, e assisto. Vejo a realidade. E por isso fico ali onde tenho contato com o que é real, verdadeiro.
Por vezes passamos tempo demais procurando entender e explicar e esquecemos de, junto a isso, simplesmente viver.
Vida que se baseia naquilo que vejo, assisto. Em torno disso giram conversas e amigos.
Faço silêncio. Já não pergunto mais, não questiono. A realidade está na antena ali na sala. Absorta, participo de um mundo de comerciais, pessoas bonitas, sorridentes e felizes. Ninguém mais me adverte a crescer e a amadurecer. Muitos estão satisfeitos com minha apatia. Cresci, amadureci, tornei-me comum, e isso agrada a todos.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
Quando nasci Deus me deu duas almas
A outra ele colocou num outro lugar
Noutro ser
E nos encontramos e na sombra de nossos corpos
amávamo-nos loucamente
nossa mente divagava
se complicava
e acalentava
Minha alma foi embora, e me deixou
Meu melhor amigo se foi
nao entendo Deus, jamais entendi nosso amor
A partir de então o mundo ficou menor
A outra ele colocou num outro lugar
Noutro ser
E nos encontramos e na sombra de nossos corpos
amávamo-nos loucamente
nossa mente divagava
se complicava
e acalentava
Minha alma foi embora, e me deixou
Meu melhor amigo se foi
nao entendo Deus, jamais entendi nosso amor
A partir de então o mundo ficou menor
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
O Renascimento da Razão
Num dia eu escrevia. Era capaz de detalhar minuciosamente meus pensamentos, sensações e sentimentos. Gostava de ler, de saber, conhecer e me aprofundar. Era capaz de articular teorias e auferir conclusões lógicas. Era capaz de deter conhecimentos, (re)produzi-los e criticá-los. Já fui capaz de criar conhecimento e analisá-los sob novas perspectivas.
Houve uma época em que podia me comunicar pela forma escrita de modo que as normas cultas da língua portuguesa fossem respeitadas. Era capaz de fazer de mim mesma um texto a mercê do entendimento do leitor. Um veículo aberto às diversas hermenêuticas.
Já existiu paixão na minha escrita, paixão pela vida, eu tinha uma ideologia.
Não tardou muito para que tudo o que eu acreditava viesse ruir aos pés de um realismo pessimista, niilismo estéril e criticismo estagnador. Morri naquele momento. Invés de perguntas, observações apáticas e conclusões equivocadas faziam parte do meu método. Meu erro fatal.
Quando na tentativa desesperada de silenciar minha mente inquieta escolhi a paz sem voz, me suicidei. Tornei estéril minha criatividade e minha imaginação. Um preço muito alto a pagar. Minha inteligência retrocedeu, se enamorou da mediocridade, do comum, do frugal.
No intuito de me sentir aceita, apenas mais uma, somente alguém entre tantos, sacrifiquei minhas melhores qualidades, e assassinei o brilho que havia em mim. Era uma vontade ingênua de pertencer ao todo, à massa, ao conjunto.
Tentativas em vão.
Após anos renegando a teoria, o conhecimento e o saber, minha vocação parece ter renascido. Ressurgindo tal qual a fênix das densas cinzas de uma chama intensa de outrora.
Hoje a minha razão clama por luz, oxigênio e refrigério em águas profundas.
A razão me vence mais uma vez. Já me diz que o amor e ela caminham de mãos dadas – ou sou eu que somente agora consigo isso compreender? - e que o elemento irracional das coisas complementam a realidade tal como é. Que jamais haverá conhecimento completo e definitivo, e que isso jamais deverá ser um obstáculo para a permanente busca. E sim o motor propulsor.
O conhecimento ensina que a cátedra principal é da sabedoria, a humildade é a via de mão única para alcançá-la. Somente neste contexto, o conhecimento faz sentido.
Implora que eu não desista de saber que ainda há o que aprender. Que vale a pena aprender, e que o conhecimento não é um fim em si, mas como a felicidade, o caminho sim.
Ainda me convence que não precisa ir muito longe para adquirir conhecimentos austeros. Mais ainda, me faz refletir que o saber comum é tão austero quanto todo o saber acumulado. Que o óbvio nem sempre é óbvio. E que a repetição nem sempre é um erro.
O mais importante, lança um feixe intenso de luz sobre uma razão que jazia infrutífera por anos. O conhecimento conclama uma racionalidade anulada pela imperícia, fragilidade e fraqueza. Convida à força, experiência e excelência.
Ainda que a paixão passe, o amor esfrie e o conhecimento se esvaia, a humildade poderá abrir-lhe a mente à sabedoria que chama.
Chamado de volta à paixão, ao amor e ao conhecimento uma alma irracional nutrida por uma razão, chama de razão.
Houve uma época em que podia me comunicar pela forma escrita de modo que as normas cultas da língua portuguesa fossem respeitadas. Era capaz de fazer de mim mesma um texto a mercê do entendimento do leitor. Um veículo aberto às diversas hermenêuticas.
Já existiu paixão na minha escrita, paixão pela vida, eu tinha uma ideologia.
Não tardou muito para que tudo o que eu acreditava viesse ruir aos pés de um realismo pessimista, niilismo estéril e criticismo estagnador. Morri naquele momento. Invés de perguntas, observações apáticas e conclusões equivocadas faziam parte do meu método. Meu erro fatal.
Quando na tentativa desesperada de silenciar minha mente inquieta escolhi a paz sem voz, me suicidei. Tornei estéril minha criatividade e minha imaginação. Um preço muito alto a pagar. Minha inteligência retrocedeu, se enamorou da mediocridade, do comum, do frugal.
No intuito de me sentir aceita, apenas mais uma, somente alguém entre tantos, sacrifiquei minhas melhores qualidades, e assassinei o brilho que havia em mim. Era uma vontade ingênua de pertencer ao todo, à massa, ao conjunto.
Tentativas em vão.
Após anos renegando a teoria, o conhecimento e o saber, minha vocação parece ter renascido. Ressurgindo tal qual a fênix das densas cinzas de uma chama intensa de outrora.
Hoje a minha razão clama por luz, oxigênio e refrigério em águas profundas.
A razão me vence mais uma vez. Já me diz que o amor e ela caminham de mãos dadas – ou sou eu que somente agora consigo isso compreender? - e que o elemento irracional das coisas complementam a realidade tal como é. Que jamais haverá conhecimento completo e definitivo, e que isso jamais deverá ser um obstáculo para a permanente busca. E sim o motor propulsor.
O conhecimento ensina que a cátedra principal é da sabedoria, a humildade é a via de mão única para alcançá-la. Somente neste contexto, o conhecimento faz sentido.
Implora que eu não desista de saber que ainda há o que aprender. Que vale a pena aprender, e que o conhecimento não é um fim em si, mas como a felicidade, o caminho sim.
Ainda me convence que não precisa ir muito longe para adquirir conhecimentos austeros. Mais ainda, me faz refletir que o saber comum é tão austero quanto todo o saber acumulado. Que o óbvio nem sempre é óbvio. E que a repetição nem sempre é um erro.
O mais importante, lança um feixe intenso de luz sobre uma razão que jazia infrutífera por anos. O conhecimento conclama uma racionalidade anulada pela imperícia, fragilidade e fraqueza. Convida à força, experiência e excelência.
Ainda que a paixão passe, o amor esfrie e o conhecimento se esvaia, a humildade poderá abrir-lhe a mente à sabedoria que chama.
Chamado de volta à paixão, ao amor e ao conhecimento uma alma irracional nutrida por uma razão, chama de razão.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Há muito tempo não peço nada. Mas a verdade é que sempre tenho pedido algo. Peço agora mais uma vez.
Agora aquilo que sabe o que é, um pequeno pedaço de tudo que sonho e anseio. Na realidade uma ponta ou porta para alcançar. Sei que muito depende de mim: escolhas, competência, persistência. E é por isso também que peço sua ajuda para aquilo que não tenho poder para definir.
Muito tens me dado. Muito mesmo me concedido. Só teria a agradecer, tenho muito a agradecer: isto, aquilo, aquilo outro... No entanto, nesse momento não serei falsa em dizer que não tenho nada para pedir.
Conheces meu pensamento e meu coração? Compreendes os propósitos que tenho me colocado diante da vida? Prescruta meus pensamentos medos e receios? Então é fato que sabes tudo que penso e mais, tudo muito além do que tenho conhecimento. Isso me faz feliz, calma e confiante.
Peço hoje que faça conforme a sua vontade referente aquele petro que faz trans. Obrigada
Agora aquilo que sabe o que é, um pequeno pedaço de tudo que sonho e anseio. Na realidade uma ponta ou porta para alcançar. Sei que muito depende de mim: escolhas, competência, persistência. E é por isso também que peço sua ajuda para aquilo que não tenho poder para definir.
Muito tens me dado. Muito mesmo me concedido. Só teria a agradecer, tenho muito a agradecer: isto, aquilo, aquilo outro... No entanto, nesse momento não serei falsa em dizer que não tenho nada para pedir.
Conheces meu pensamento e meu coração? Compreendes os propósitos que tenho me colocado diante da vida? Prescruta meus pensamentos medos e receios? Então é fato que sabes tudo que penso e mais, tudo muito além do que tenho conhecimento. Isso me faz feliz, calma e confiante.
Peço hoje que faça conforme a sua vontade referente aquele petro que faz trans. Obrigada
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